No Gloves On


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E Então? Vamos Deixar as Pontas Soltas?

Já vem de antes e continuará até muito depois concerteza, mas o ‘Inacabado’ ganhou ainda mais força para a Primavera 2015, Outono, and so on, and so on.

Sabem o que é? O Inacabado? O Desfeito? O Incompleto? O Esquisso?

Enfim… São as pontas soltas.

E o que dá sempre aquele pormenor cru, imperfeito e muuuuuito romântico.

O Inacabado deixa-me sempre surpreendida porque é aquilo que estava a ser criado e montado e antes dos acabamentos (da finalização), fechou, entregou, vestiu e saiu à rua. É naquele momento muito romântico em que quase quase a ‘acabar’ uma peça nos apaixonamos mais pelo  momento da criação do que pela peça acabada, e em que o difícil (extremamente difícil) é conseguir, largar a peça, afastarmo-nos e não continuar a trabalhá-la. Não limar as arestas e deixá-la inacabada…

No fundo o que os criadores conseguiram, ou tiveram coragem de fazer, foi uma colecção em que o processo era exactamente abandonar o processo, quando psicológicamente o caminho nos leva sempre à finalização.

Tanto pode ser um casaco com o ‘alinhavado’ de todas as peças de tecido montadas em esquisso, que nos mostra como se monta um casaco. Ou a saia ‘sem bainha’, ou o fato com um pedaço de seda aplicada cruamente.

E o produto final? A peça inacabada que vamos vestir…?

Brilhante, imperfeita e muuuuuito romântica, sem dúvida.

Enfim, são as pontas soltas que são sempre dificeis de deixar…

Certo?

 

<Imagens Style.com>

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A Pulseirada Desconexa

É isso mesmo!

Misturar pulseiras grandalhonas que não têm nada a ver e que no fim acabam por fazer todo o sentido, é o que ‘tá a dar!

Chan chan!!

Para quem ADORA pulseiras bem grandes, gordas e massudas, faz todo o sentido, não é??

São peças lindas individualmente e que juntas e desconexas funcionam na perfeição e dão uma dimensão meio exótica a todo o look. É que exactamente por serem demasiado distintas, a sua individualidade sobressai ainda mais, as cores, as texturas, os materiais, os géneros são totalmente diferentes e tornam a ‘pulseirada’ algo muito divertido com o seu barulho muito específico e muito orgulhoso de quem adora andar com os braços bem adornados.

Na colecção de Primavera da Céline, essa desconexão das pulseiras passou também para os colares, e (também) funciona tão bem…

Que tal?

‘Bora fazer barulho??

<Imagens Vogue.uk e  Style.com>


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As Sandálias Desportivas – Longe da Piscina e a Passear Pela Cidade…

As Sandálias Desportivas saíram do seu habitat natural – do Mundo do Desporto e da Natação – para levaram um tratamento de Alta Costura para esta Primavera, em géneros totalmente distintos e para todos os gostos.

As Sandálias da colecção da Marni, foram as que me entusiasmaram mais pela influência (directa provavelmente…) com as Geta – as sandálias (de plataforma) tradicionais japonesas. Em toda a colecção da Marni (que adorei, btw!!) sente-se uma inspiração muito japonesa, então seria de estranhar que não passasse também para os pézinhos, righttttt?? E a fusão dessa influência com o mundo desportivo…

WOW! Achei demais!

Mas na colecção de Prada, as sandálias desportivas já apareceram de uma forma completamente diferente com uma ligação muito ocidental, numa fusão inspirada nos sapatos de ténis (aqueles que conhecemos bem…) e nas suas solas características, em sandálias rasas, de salto alto, formato mary-janes, decoradas com pedras, muita cor, etc.

Enfim, cada criador deu as suas opções para as Sandálias desta Primavera e o resultado??

São tantas, tantas, tantas opções para criar conjuntos super criativos com peças clássicas, tradicionais, com peças desportivas, ou com básicos minimalistas, ou mesmo arriscando numa grande misturada, numa atitude muito descontraída, porque não?

Assim, de repente, eu arriscava numa saia branca plissada com um top super carregado de texturas, talvez até floral e depois nos pézinhos umas sandálias Marni… Hmmm?

Talvez, não é?

São tantos os géneros que para quem gosta, estas sandálias podem ser toda uma nova forma de andar por aí.

<Imagens (de cima) W Magazine e (galeria) Style.com>


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A Primavera ao Som de Tambores

 

O Tribal, o Nómada ou o Étnico, é sempre uma tendência ou inspiração fascinante e quer seja usado apenas numa peça, ou em várias ou num look total, transporta-nos imediatamente para uma memória muito humana.

Pode ser uma memória real ou imaginária, mas aparece nas colecções através da fusão de grafismos e culturas globais que se pode tornar algo estranhamente familiar… Usamos essa memória em acessórios ou em peças de roupa e de repente estamos num mundo muito nosso onde passeamos ao som de tambores.

A-D-O-R-O esta tendência!

Como fã inveterada dos artigos e documentários da National Geographic desde – sei lá…! – que comecei a folhear livros ou a ver TV, grande parte da minha paixão e interesse pelo mundo da Moda tem a ver com o quanto o Mundo se influência através de tendências ou inspirações que vêm dos 4 cantos do globo.

Numa misturada de grafismos, cores, técnicas, cortes e formatos, são criadas peças que fazem parte da memória do designer e que podemos ter em comum com ele e reconhecer imediatamente (ou não…), ou ainda que nos suscitam uma memória nossa que podemos reconhecer da História do Mundo ou de uma nova história que vemos ser criada à nossa frente e que podemos vestir.

As guerreiras tribais de Alexander McQueen e as princesas nómadas de Valentino, são imediatamente identificadas. Na colecção de Givenchy, as vestes das feiticeiras tribais atiram-nos para um mundo que faz parte de uma memória de contos ou lendas ou mesmo da História Universal, que não consigo mesmo definir a origem e Marc Jacobs mistura vestes de tribos (de origem também não-definida) com o mundo urbano. E talvez ainda as exploradoras naturalistas da colecção da Akris possam ajudar a definir estas origens… Ou não?

Será que é apenas a minha memória ou perspectiva sobre as várias visões que estes criadores nos mostraram?

Talvez… Talvez não sejam assim as histórias que cada um reconhece…

Talvez eu apenas tenha descoberto estas histórias ou memórias na minha cabeça e até os criadores tenham outra visão completamente diferente do que criaram.

E é isso mesmo que é tão fascinante desta tendência, cada um vai ter sempre a sua visão individual no que toca à história ou memória que esta fusão de culturas ou influências globais, nos dá.

E o melhor de tudo é que a podemos vestir e torná-la real, ao ritmo dos seus próprios tambores.

<Fotografias de Mario Testino e imagens Style.com>