No Gloves On


Leave a comment

Altuzarra, Porque Sim!!

Uma das razões que me faz ADORAR o design de Altuzarra de estação para estação e de ano para ano, é a sua simplicidade. Simplicidade que é tudo menos simples.

Começa sempre com um primeiro olhar sobre algo que parece familiar, um segundo olhar que nos mostra a complexidade do design e um terceiro olhar que praticamente nos bate de volta na cara quando percebemos a intriga de factores que vai no seu design simples (?) – e que faz o ‘familiar’ cair por terra. É que Mr. Altuzarra gosta de brincar com a simplicidade dos materiais e dos tecidos familiares, com cortes que nada têm de familiar.

Quer seja em pormenores bem discretos ou em cortes bem expressivos, uma vez mais esta sua ‘simplicidade’ para a Primavera 2015 deixou-me de queixo caído!

Tudo na colecção nos agarra imediatamente com um aroma familiar em peças frescas, com tecidos aos quadradinhos e com texturas tradicionais mas que, claramente depois de estarem dentro da sua cartola com os seus pózinhos mágicos, se transformam completamente e perdem essa inocência ‘familiar’ para uma história bem mais complexa.

Com cortes muito ‘adultos’ e conjuntos bem fortes, expressivos e muito modernos, todas as peças vibram entre duas dimensões opostas: a luz e a sombra, o tradicional e o moderno, a inocência e o pecado.

E é assim que começo a ver a Primavera de 2015 pela mão (ou visão) de Altuzarra!

… mais uma vez

<Imagens Style.com>

Advertisements


Leave a comment

Cu-Cu!! – O Síndrome do Buraquinho na Parede

Para uns é o buraquinho na parede, para outros, o buraquinho da fechadura de uma porta, tem uma força de atracção muito especial e muito vergonhosa, mas muito humana (pelo menos posso confirmar com alguns humanos que conheço…). Só com juízo e muito tento é que não devemos ceder. Não deixa de ser um síndrome de mirone, não ééééé??

Enfim, vergonhoso não é sentir a atracção por espreitar, é no ir espreitar que está a indecência.

No mundo da moda, aquele recorte específico naquela peça de roupa faz o mesmo. E é o quê, exactamente? Suspense, intriga…? Porquê a atracção por aquele recorte? Será sedução?

Ou será só a nossa pele a espreitar? Cu-Cu!!

Além de ser o factor íntimo da coisa – ‘aquele’ pedaço de pele que estamos a mostrar através ‘daquele’ recorte no vestido -, é engraçado como os recortes de vários tipos, géneros e feitios podem dar à roupa, às pessoas que as usam e às pessoas que as vêem, algo especial como por exemplo, uma outra forma de sedução.

Desde há umas estações que os recortes têm vindo a aparecer. Ganham cada vez mais lugar de destaque na construção das peças de colecção em colecção. Nas colecções Resort de 2015, estão tão em grande que já viraram tendência.

Se são precisos 3 para ser tendência, toca a mostrar aquele bocadinho de pele!

Boa?

<Imagens Harper’s Bazaar e Style.com>


Leave a comment

As Saias Que Andam Aí

Antes de mais e porque se vai falar nele: Grande Altuzarra que ganhou o prémio CFDA para Designer do Ano de Roupa Feminina! Woo Hoo!

A competição era de muito peso e também muito preferida – Alexander Wang e Marc Jacobs – mas para mim foi muito merecido (tenho um crush por ele, confesso…).

E mesmo porque tenho que falar nele e nas suas super saias abertas, porque as faz mais que perfeitas e as trouxe para a ‘cena da frente’  na Primavera e elas irão continuar de várias formas e feitios, género fenda ou envelope, pelas várias colecções de Outono e ainda (veja-se…) por colecções Resort 2015.

Diz-se que 3 faz uma tendência, então o mostra não mostra da pernoca bronzeada é mesmo uma tendência (tenho mais do que 3 provas…). Especialmente bem forte na colecção sublime de Sacai (uma das melhores do Outono 2014, se não a melhor! – e a merecer um post futuro – wink wink!), onde foi só vê-las passar.

As saias (Sacai) usadas com o vestido por baixo tornaram-se imediatamente nos meus looks preferidos e claro, prontinhos a experimentar!!

As saias abertas têm sempre aquele lado extra-poderoso, que nos faz sentir CHAN CHAN e a brilhar enquanto caminhamos. É o poder das nossas pernocas talvez, mas também daquele corte perfeito que uma peça de roupa pode ter para mostrar quem é que a está a usar, um pormenor que nos dá mais poder como o anel do Frodo (mas sem a maldade e o caos associado). Sabem??

É o género de saia que quando fica bem, fica melhor ainda! Traz sempre mais qualquer coisa ao look e por isso é mais que certo e perfeito!

Like Like Like!

<Imagens Style.com>


Leave a comment

Como Fazer Uma Sombra Branca??

E cheiaaaaa de Pinta??

Na Primavera de Altuzarra, uma das coisas que se destacou imediatamente para mim e que acabou por dar algumas ideias, foi o look de beleza escolhido para a colecção. Como dentro de uma escolha muito minimal, preencheu tanto! O encarnado na boca já de si bastante forte, preenche bastante no que toca à maquilhagem e é preciso mesmo ter muito cuidado com tudo o que se põe no rosto depois de tomada a decisão de seguir com um bom baton encarnado, mas… E o Branco?

O Branco foi a cor escolhida para os olhos e seria de pensar que iria ser dominado pela força da cor usada na boca, mas NÃOOOOO, nem pensar! O branco marcou a sua presença elevando todos os looks a algo muito minimalista, simples, fresco ou mais e melhor, com uma inspiração muito japonesa.

Tom Pecheux tratou as pálpebras muito simplesmente com suaves toques dos dedos e com o Pure White Paint Stick da MAC, desde a linha das pestanas até à linha da sobrancelha e nos cantos dos olhos para iluminar ainda mais o olhar, mas sem carregar muito na cor, para não o deixar ‘pintado’. Depois, com um pincel suave e largo, retirou o brilho com o Powder Eyeshadow Gesso, também da MAC, porque como explicou: “If you use something very hard, (the color) is going to be very opaque and you will look like a panda.” 

Claro que não queremos isso! E claro que não usaria esta fórmula de Tom Pecheux na íntegra (ou seja, a ocupar tanto espaço à volta dos olhos) na ‘vida real’ – iria parecer o tal panda, de certeza -, mas dá óptimas ideias de como uma sombra branca faz a diferença e a parelha que faz com um bom baton encarnado.

Mas o uso do branco na beleza desta Primavera, não se ficou só por Altuzarra! Na apresentação de Kenzo e Ralph Lauren, o Branco também esteve bem presente no olhar das modelos, de diferentes maneiras, ou seja, com mais ideias para o uso da cor.

O look escolhido para a colecção de Kenzo foi uma linha branca, grossa e bem opaca, mesmo sobre a linha das pestanas, o que deu um impacto fantástico ao olhar e ao look total (da colecção).

Já em Ralph Lauren, o branco foi usado de uma forma mais clássica, com brilho e sobre toda a pálpebra a esbater apenas um pouco para fora, o que iluminou e abriu mais o olhar, num género quase etéreo.

Que tal? Quem vai nessa??

<Imagens Elle e Style.com>


Leave a comment

O Vício do Cor-de-Laranja

Ando completamente obcecada com o cor-de-laranja esta Primavera!!

Sempre fui muito fã da cor, transpira uma vitalidade que associo imediatamente ao Verão e à força da Vitamina C (das laranjas… ADORO laranjas…), mas talvez nunca a quis usar tanto como agora.

Já não bastava a vontade de usar a cor na boca ainda apetece mais usá-la no corpo… Apetece usar e abusar e não consigo largar as combinações das peças cor-de-laranja com a ganga velha. Talvez seja a sede de Verão e aquela sensação boa que o calor do cor-de-laranja nos dá.

Para a Primavera o cor-de-laranja apareceu em peças de Alberta Ferretti, Carolina Herrera, na bombástica colecção de Sacai, Gucci, and so on, and so on… Mas foi com os tons das especiarias que andaram em algumas colecções de Pré-Outono que o gosto se tornou vício.

Sabe tão bem usar estes cor-de-laranja, principalmente nesta altura, em que o Sol não aquece completamente. Uma sensação constante daquele calorzinho das especiarias…

Então cá está! O meu vício por agora e não parece que me vá fartar… Ou seja, para o Outono também promete…

Não são fantásticas as cores??

<Imagens (de cima) Vogue e (galeria) Style.com>


1 Comment

Porque SABE TÃO BEM Usar Franjas…?

Eu sei!! Eu sei!! Pelo menos no meu caso, eu sei!!

Normalmente qualquer pormenor, textura, tecido, ou aplique que grite ‘Boho-Chic’, consegue seduzir-me imediatamente, sem ser preciso pensar muito ou sequer que eu perceba que talvez deveria pensar. Tenho assim um crush muito sério pelo mundo boémio, como um romance proibido ou secreto e até seria de pensar que por me deixar levar tão cegamente por ele, teria cometido muitos erros no que toca a peças de roupa, mas não (não existe nem uma que tenha sido um erro ou uma falha e que tenha ficado esquecido no meu armário).

Claro que então quanto a franjas – estamos a falar das filhas da Boémia – é o mesmo DNA. E quando as vestimos (em muita ou em pouca quantidade, tanto faz) sentimos logo uma sensação deliciosa, um mood de festa, de noite, de movimento… Será que é pelo seu lado ou ligação ao mundo tribal? Será pela dinâmica que elas dão a um vestido ou a uma peça? Será exactamente pelo movimento extremamente lento e sedutor que as franjas criam?

É tudo isso e mais, muito mais!! ADORO ADORO ADORO usar franjas!

Há qualquer coisa de muito sedutor numa peça com franjas e vesti-la ou usá-la – sem parecer a Pocahontas, claro! – que sabe sempreeeee tão bem – como um efeito Red-Bull -, vestir franjas põe-nos imediatamente com vontade de dançar.

… Ou mexer apenas para ver o seu efeito.

<Imagens (de cima) Vogue Italia e (galeria) Style.com>


1 Comment

Apertar o Cinto – na cinturaaaaaaaaaa!

Ah pois! A expressão vem com outro sentido associado, não esse… (Impossível resistir à piada fácil!)

É que um cinto bem apertado na cintura por cima de praticamente tudo, tem sido a fórmula perfeita para o boost nos casacões de Inverno e que continuará a moldar silhuetas pela Primavera fora e por muitassssssssss mais estações, de certeza. Tem-no feito por muito tempo…

Os cintos são aqueles acessórios que têm aquele poder especial. São daquelas peças – AS PEÇAS –  que sozinhas conseguem dar toda uma outra dimensão ao conjunto. E principalmente quando são usados bem na cintura criando uma silhueta forte, muito definida e extremamente feminina e elevando um look que pode ser muito minimalista ou extremamente complexo a qualquer coisa mais.

Sempre adorei ver cintos a formar a cintura por cima de formas que normalmente não o conseguem fazer sem a sua ajuda, por exemplo em camisas, em t-shirts, em sweat-shirts ou camisolões/túnicas de malha, mas favorito dos favoritos tem sido por cima de casacos ou sobretudos e principalmente se forem peças que se distingam totalmente do conjunto que estão a ‘apertar’.

Portanto, quando em dúvida, experimentar com um cinto, porque na verdade pode ser A PEÇA que falta para a silhueta perfeita!

<Imagens Style.com>