No Gloves On


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Porque É Que a Malévola Será Sempre A Maior? (No Spoilers)

A febre da Malévola começou! E anda por todo o lado. Porquê?

  • Porque toda a gente adora um filme da Disney.
  • Porque toda a gente (practicamente) tem na sua memória de infância, aquela figura meio esverdeada, alta, esguia e com dois chifres (são chifres??) pretos agarrados à cabeça como uma toca.
  • Porque a Angelina Jolie, parece que nasceu para este papel.
  • E porque – admitamos – toda a gente quer saber a versão do vilão das histórias, conhecer o seu lado, não para o desculpar de todas as suas maldades extra-maldosas, mas na tentativa de o perceber, o que o fez tornar-se assim, para nos podermos precaver talvez, não nos vá acontecer a mesma coisa…

Enfim… No meu caso, também entra o factor de adorar a história da Bela Adormecida desde criança, conhecer a história de trás para a frente e a Malévola ser uma personagem altamente intrigante. E também, confesso, queria saber se eram chifres.

Desde criança que embora gostasse das heroínas dos filmes da Disney (que de heroínas a meu ver, tinham pouco), as vilãs – normalmente bruxas e/ou rainhas e/ou madrastas  – eram as minhas favoritas. Não queria de todo que ganhassem no final – clarooooo que não, eu sou do bem! – mas havia qualquer coisa nessas más da fita que falava sempre mais alto e por alguma razão tinham os melhor estilistas, os melhores maquilhadores e cabeleireiros.

Tinham panache! E muita!

Embora fossem más e extremamente perversas (a Rainha Má não só queria a Branca de Neve morta, queria também o coração dela – o que é no mínimo doente!) mas que hoje em dia e depois do Game of Thrones é uma perversão light, coisa pouca, as suas presenças eram sempre mais interessantes que as presenças das heroínas.

Mas a Malévola, sempre me pareceu a mais forte de todas e não apenas porque dominava pelo medo ou respeitinho, pelos seus poderes ou pelos seus animais de estimação, ou pelos seus criadores ou casas de Moda de eleição – um Alexander Mcqueen ou Comme des Garçons lá do sítio – mas porque quando aparece,  rapidamente percebemos que toda a cena foi preparada apenas para esse momento, apenas para ela. Ou seja, bate aos pontos todas as mázonas da Disney!

E o filme da Bela Adormecida a meu ver (bem como o bailado…) foi muito pouco conclusivo no que toca às suas pancadas… ‘Qual era o problema dela? Porquê uma maldição contra uma bebé?’

Porque embora fosse uma personagem ‘do mal’, ela é bastante serena e controlada e esse ódio desmesurado precisava de uma razão um bocadinho maior do que a falta de um convite para um baptizado (parece demasiado mesquinho para ela, muito mais o género da Rainhã Má ou da Madrasta da Gata Borralheira…).

Ou não?

<Imagens Imdb.com e Huffingtonpost.com>

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Oberyn E O Final Que Devia Ter Sido

A semana passada Westeros, os seus habitantes, visitantes e simpatizantes foram surpreendidos com o desfecho mais chocante de sempre. A morte MACACA de uma das personagens mais interessantes que o Game of Thrones alguma vez criou.

Quem conseguiu aceitar??

Tive uma semana para digerir o que fazer com esse final, até perceber que não havia forma de o digerir. Então aproveitando o facto de não ter visto a morte (fisicamente) – recusei-me a ver porque sou uma menina muitooooo impressionável e só com a descrição fiquei mal-disposta – o final para mim, foi diferente: o Oberyn matou o Mountain mas logo em seguida saltou para um barco e voltou para a sua terra natal, vivo, ileso e com a sua vingança.

Bem melhor, não é??

Então, fiquei bem mais esclarecida quando ontem descobri um final alternativo e bem melhor para o estômago que clarooooo que tem que ser partilhado. Assim, para quem como eu não conseguiu digerir o desfecho desse episódio e continua em negação, aqui vai o final que devia ter sido… (ainda bem que alguém o criou…)

E voilá!

O último momento intimo com Oberyn que fica na memória, volta a ser aquela conversa fantástica com Tyrion nos calabouços com o melhor close-up de sempre – ‘ I will be your champion’

E queeeee close-up…

<Imagens Tumblr>


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Jamie and Brienne Sitting in a Tree, K-I-S-S-I-N-G…

Claro que desde o início de Abril e como muito boa gente pelo país (ou mundo) fora, as Terças-Feiras à noite ficaram absolutamente condicionadas a uma hora em frente à televisão com o Game of Thrones.

No fundo, a noite ou o final do dia acaba por se ir arranjando à volta da série. Dá-se banho às filhas mais cedo, janta-se também mais cedo, tentamos estar livres naquela hora e se alguma coisa se atrasar, as minhas adoradas gravações automáticas da TV guardam tudo para que, assim que a casa estiver serena, possamos passar aquela hora completamente imersos naquele mundo (…) complexo (na falta de melhor adjectivo).

Normalmente cada episódio envolve, para mim, um ou dois fastforwards ou virar de cara, mas o episódio de ontem teve demasiadas coisas que me fazem entrar em estado de ansiedade a acontecer, mulheres brutalizadas, crianças maltratadas, bebés a chorar e animais magoados, enfim… Um episódio mais ‘intenso’ do Game of Thrones, certo??

Mas valeu muito principalmente por aqueles momentos quase quase quase de intimidade entre a Brienne of Tarth e o seu amor improvável Jaime Lannister, porque…  Eu já a ando a topar há um tempo e no episódio passado quando a Cersei lhe fez a pergunta, tirei as dúvidas, a Brienne – fantástica BTW – está de beicinho pelo Jaime (demasiado giro para ser tudo o que fizeram dele na série), mas e mais importante ontem vi que o Jaime também pode estar de beicinho pela Brienne, e porque não??

Sabe tão bem de vez em quando ver AMOR a acontecer, principalmente nesta série que é tão torcida e tão crua. Sou muito romântica, sim, mas dos romances improváveis, e ver que mesmo com tanta coisa que os torna ‘improváveis’, eles continuam a funcionar. Parece tão mais real…

Jamie começa a ser visto claramente como um Anti-Herói (daqueles…! >> click, click!), culpado até às orelhas de crimes terríveis, em que um deles foi ter atirado o Bran da torre, que acabou por ficar tetrapléjico, ou seja o gostar dele torna-se bastante complicado, mas as voltas e baldrocas próprias da série acabam por fazer esse momento parecer que pertence a um lado negro do Jamie e que agora com a Brienne se vê o lado claro dele, o lado bom. Aquele que ‘viu a LUZZZZZ!’

Já se purgou – espero eu – da relação incestuosa naquela cena macaca com a Cersei no episódio anterior, salvou a Brienne do urso – que foi quando comecei a achar que poderia haver ali qualquer coisa mais para um futuro romance (mas eu também tenho a mania dos arranjinhos improváveis…) – tomou aquela banhoca com ela, em que explicou que afinal o Kingslayer que toda a gente despreza por traição, salvou milhares de vidas da maluqueira do Mad King, e que mais…? Ah, pois! É giro!

São os dois gigantes, adoram espadas, loirinhos e a Brienne (que é muito certinha) sem dúvida vê qualquer coisa especial nele, ele cumpre as promessas para com ela e ela  para com ele, ele ofereceu-lhe uma espada linda, no lugar de um colar de diamantes, e uma armadura, no lugar de um vestido Marchesa, ela A-D-O-R-O-U…

Sempre tive uma queda por romances improváveis e este sem dúvida é um que vai dar muito gozo assistir, isto se não matarem já um deles, que infelizmente no Game of Thrones é bem possível…

Por agora fico à espera de poder cantar ‘Jamie and Brienne sitting in a Tree, K-I-S-S-I-N-G…’

<Imagem Fanpop.com >


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The Grand Budapest Hotel Ainda Demora a Chegar

Uhhhhhh!! Claro que num Sábado destes uma das opções que está sempre em cima da mesa é uma noite de cinema. E claro que as opções (bem BOAS, por sinal!) deixam uma antecipação/ansiedade no ar juntamente com a procura pela opção certa e aceite por ambas as partes. E o pior que acontece é quando sabemos que o filme mais certo e seguro seria o último do (muito pessoalmente favorito, por ambas as partes) Rei da Divina Comédia – hint hint! Não é Dante! – WES ANDERSON,  mas que está ainda bem longe das salas de cinema…

The Grand Budapest Hotel seria mais que perfeito para esta noite de Sábado!! Mas infelizmente para ambas as partes, só estreia em Portugal a 10 de Abril, e claro… A espera vai moer!

E alguém terá que ceder hoje…

Curiosidade: O guarda-roupa? Fendi!

<Imagem Grandbudapesthotel.com>


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Os Anti-Heróis – Qual o favorito?

E como as Séries de TV se tornaram algo TÃO mais viciante?

A sério!! Deixam uma pessoa ainda mais ‘viciada’ do que em qualquer outra altura, ou época, imagino! Aquela antecipação antes de um episódio e aquela expectativa quando o episódio acaba. No meu caso, fico assim como parada no tempo uns bons minutos a tentar processar tudo o que aconteceu e coordenar como voltar à vida real, a tentar lembrar-me de tudo o que tenho para fazer. O mais estranho ainda é a sensação de vazio que fica no ar depois da série chegar ao fim… Incrível!!

E a culpa destas sensações todas?

Dos Anti-Heróis.

Personagens que, por linhas MUITO (mesmo muito) tortas, adoramos seguir desesperados para que consigam o que querem, porque por trás de toda a batalha mental e a procura pelo mais certo (?) ou o eticamente correcto, há o lado humano com que nos identificamos imediatamente. Dado o contexto, reconhecemos a opção da personagem? Identificamo-nos ou reconhecemos a necessidade de sobrevivência do ser humano, e por quaisquer meios…? O lado anti-herói do ser humano? E quando vem a pergunta inevitável com que nos debatemos durante o percurso da personagem ‘É correcto?’, defendemo-nos imediatamente com a resposta muito fácil de que ‘É só uma séria de TV…!’

O Dexter, um serial-killer de serial-killers

A Nancy Botwin, uma viúva com 2 filhos e uma vida nos subúrbios, desesperada por pagar contas, trafica Erva pela comunidade…

A Carrie Mathison, uma agente da CIA que se atravessa de todas as maneiras mais questionáveis e possíveis para apanhar e salvar um Marine que foi torturado e transformado num terrorista (outro Anti-Herói) procurado pela CIA…

O Don Draper, ui! O Don Draper é um publicitário no mundo dos anos 60, que enfim… É um sacana/safado sem escrúpulos! Mas tem tanta pinta…

E o último grande Anti-Herói a andar por aí? Heisenberg? Walter White? Um professor de química do liceu, diagnosticado com um cancro terminal, um bebé a caminho e que se vê sem dinheiro para pagar as contas no final do mês, quanto mais para pagar o seu tratamento ou deixar algum dinheiro para a família poder viver sem ele? Começa a ‘cozinhar’ metanfetaminas com um ex-aluno seu, o tóxico-dependente Jesse Pinkman (outro Anti-Herói) e entra no submundo do crime…

E por todos eles andei sempre a torcer para que corresse sempre o melhor possível para cada um!

Actores fenomenais a representarem papéis fora de série e que têm deixado o mundo de boca aberta com as melhores representações alguma vez vistas. Então – para mim – Bryan Cranston (o Heisenberg) deu momentos do melhor que a representação tem para dar ao mundo!

Enfim… São os Anti-Heróis! Trazem momentos muito questionáveis e muito humanos, que no fundo entendemos, mas na verdade das verdades, ‘podemos’ gostar deles porque é só uma série de TV.

E qual o favorito…?

E qual será o próximo grande Anti-Herói?

Estamos à espera…

 

<Imagens Sho.com, HBO.com, Amc.com>