No Gloves On

O Bom, O Óptimo e o Vilão

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Não passo cá ao século e quando passo, o que trago comigo é logo um stressezinho para partilhar e para ajudar a começar o dia. Boa??

Então aqui vou eu…

Normalmente tento não inspirar a mentira ou pelo menos não lhe dar um valor muito positivo. Mas neste caso e como apenas se trata de um vestido, fui bem apanhada a mentir, e o fim já estava alcançado, sinto-me segura (mais ou menos) para escrever.

Havia um problema, tinha que comprar um vestido (que não era o problema, claro…) para um evento muito especial para um dia que tanto eu como o meu namorado marcámos como especial. Era solene, portanto não seria casual e era daqueles momentos fantásticos que para pessoas casuais como eu, sabe sempre a coisa fresca, exactamente por ter que me esforçar um pouco mais para conseguir um look ‘a minha praia’ dentro do registo ‘formal’.

Comprei um vestido. Lindo, que me ficava bem, mas não fantástico e como o dia estava cada vez mais perto e com medo que desaparecesse e lembrando sempre a máxima que o meu pai me passou – ‘o óptimo é inimigo do bom’ – comprei e não pensei mais.

Eis que se torna um problema quando num destes dias, antes do evento, numa corrida rápida a um centro comercial para apanhar várias coisinhas de cacaracá que só se encontram todas concentradas nesse mesmo local (e que para quem tem pressa é fundamental), de repente esbarrei com ‘O’ vestido fantástico.

Aquele que não é bom, é óptimo e no fundo é também vilão! Mental block, à seria…! E agora? Sim, porque só me autorizei a um vestido- não há ‘tempo’ para dois – e o ‘tempo’ que tinha, já tinha sido gasto num.

Merda! E agora??

Sou uma pessoa bem racional e não me considero louca por consumismo com apenas alguns devaneios de loucura no meu portfolio, os quais tenho noção das consequencias antes de os cometer. Raramente faço loucuras das quais sei que me vou arrepender 5 minutos depois porque o aperto na garganta que me vai assombrar por dias não vale a pena. Mas teve que ser, não aguentei, ali, naquele momento, comprei e disse para mim mesma que depois pensava no assunto.

Não sou nem pouco mais ou menos aquela pessoa que perde a cabeça, a carteira e o orçamento familiar nas compras. Mas…

O ‘chegar a casa’ com um saco megalómano suscita muitas perguntas de uma menina de 4 anos, muito curiosa e que já tem olho para a moda (muito mais do que eu alguma vez tive antes de chegar à idade adulta…).

E responder sem mentir e sem sentir o mea culpa pesar nos ombros, enquanto todas as minhas desculpas possiveis para justificar a necessidade à minha consciência, passam a 1000Km/h na minha cabeça…?

BOLAS!!

É só um vestido!!

(…ou dois)

 

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