No Gloves On

Aqueles Dias…

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‘Aqueles’ dias acontecem de vez em quando. São aqueles dias em que nada corre bem. Há aqueles dias em que corre tudo bem, outros em que algumas coisas correm bem, outras mal e depois há ‘aqueles’ dias em que simplesmente nada correu bem.

Não que corra tudo tudo tudo mal mas é que não corre nada bem. E estranhamente esse factor é o que tem mais peso… É isso que mói o juízo!

Porque quando tudo corre bem, nós estamos na maior, certo? Quando tudo corre mal, nós aceitamos a falha e damos a volta. Mas se nada corre bem, nós damos voltas e voltas à coisa, na esperança de que com a insistência ou teimosia, a sorte ou ‘a coisa’ comece finalmente a correr bem. Dling Dling Dling! E é aí que o stress começa a entrar de fininho…

Parece que nada do que fazemos dá certo, e não corre nada mal MAS NADA CORRE BEM e é isso que não dá para aceitar. E entretanto, o stress ganha terreno e estamos tão alertas como um espresso italiano ou uma bela bica.

São aqueles dias em que 2+2 é igual a tudo menos 4, e podemos dar as voltas que quisermos, contorcendo-nos de todas as maneiras que a conta não vai bater certo, 2+2 não vai ser igual a 4 e pronto! É assim…

Nada a fazer, são ‘aqueles’ dias…  Alguém reconhece??

Nota: Não me estou a queixar (nãooooo???), embora ontem tenha sido um desses dias, estou apenas a fazer o reconhecimento oficial da coisa e  o seu modus operandi

Mas a verdade é que já os reconheço e antes que me canse demasiado a insistir – como já os topo bem a milhas – paro, respiro fundo e aqui vai o meu novo pequeno truque:

AI É ?? ENTÃO TAMBÉM NÃO VOU FAZER NADA BEM!!

Num finca-pé infantil mas que facilmente posso reforçar com a lógica einsteiniana, começo a fazer tudo ao contrário ou estranhamente diferente do normal (garanto por experiência que funciona!). Para Einstein (e para mim também, já agora)  a insanidade é fazer várias vezes a mesma coisa e esperar resultados diferentes, certo??

Então vou fazer tudo ao contrário! Nas coisas do dia-a-dia ou num momento especial, tanto faz. Por exemplo:

  • Almoço ou Jantar >> Começamos pelo fim, primeiro vem a sobremesa, depois o prato principal e acabamos com a sopa (comprovei também que com crianças conseguir chegar à sopa, é um milagre… )
  • Roupa >> Usar a roupa interior do avesso (comprovo a estranha sensação de libertação pessoal que traz…)
  • Passear >> Deixar a mala em casa (muito difícil, mas há que manter a disciplina do finca-pé, outra estranha sensação de libertação pessoal)
  • Lanche >> Uma margarita (ou outro cocktail qualquer), no lugar do chá ou do iogurte (um favorito)
  • Carro >> Não guiar e andar à boleia (não de estranhos, claro!)
  • Com crianças >> Só elas decidem onde vamos e o que fazemos (dentro do que é possível, claro, mas é um potencial  favorito e com direito a continuidade, delas e nosso porque sabe muitooooo bem!)

Enfim… São alguns exemplos mas é dar numa de Phil Dunphy com a sua melhor “Phil-osofia”:

“When life gives you lemonade, make lemons. Life will be like Whattttt??”

E assim em vez de chegarem as 9 da noite e só querer dormir para amanhã chegar mais rápido continuo o dia ao contrário com o que quer que seja que apeteça e estou tão stressada quanto um chá de camomila.

BAM!! Anulei o efeito stressante d’aqueles’ dias!!

Será que estou a crescer ou fiquei demasiado traumatizada??

<Fotografia de Terry Richardson>

 

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