No Gloves On

A Primavera ao Som de Tambores

Leave a comment

 

O Tribal, o Nómada ou o Étnico, é sempre uma tendência ou inspiração fascinante e quer seja usado apenas numa peça, ou em várias ou num look total, transporta-nos imediatamente para uma memória muito humana.

Pode ser uma memória real ou imaginária, mas aparece nas colecções através da fusão de grafismos e culturas globais que se pode tornar algo estranhamente familiar… Usamos essa memória em acessórios ou em peças de roupa e de repente estamos num mundo muito nosso onde passeamos ao som de tambores.

A-D-O-R-O esta tendência!

Como fã inveterada dos artigos e documentários da National Geographic desde – sei lá…! – que comecei a folhear livros ou a ver TV, grande parte da minha paixão e interesse pelo mundo da Moda tem a ver com o quanto o Mundo se influência através de tendências ou inspirações que vêm dos 4 cantos do globo.

Numa misturada de grafismos, cores, técnicas, cortes e formatos, são criadas peças que fazem parte da memória do designer e que podemos ter em comum com ele e reconhecer imediatamente (ou não…), ou ainda que nos suscitam uma memória nossa que podemos reconhecer da História do Mundo ou de uma nova história que vemos ser criada à nossa frente e que podemos vestir.

As guerreiras tribais de Alexander McQueen e as princesas nómadas de Valentino, são imediatamente identificadas. Na colecção de Givenchy, as vestes das feiticeiras tribais atiram-nos para um mundo que faz parte de uma memória de contos ou lendas ou mesmo da História Universal, que não consigo mesmo definir a origem e Marc Jacobs mistura vestes de tribos (de origem também não-definida) com o mundo urbano. E talvez ainda as exploradoras naturalistas da colecção da Akris possam ajudar a definir estas origens… Ou não?

Será que é apenas a minha memória ou perspectiva sobre as várias visões que estes criadores nos mostraram?

Talvez… Talvez não sejam assim as histórias que cada um reconhece…

Talvez eu apenas tenha descoberto estas histórias ou memórias na minha cabeça e até os criadores tenham outra visão completamente diferente do que criaram.

E é isso mesmo que é tão fascinante desta tendência, cada um vai ter sempre a sua visão individual no que toca à história ou memória que esta fusão de culturas ou influências globais, nos dá.

E o melhor de tudo é que a podemos vestir e torná-la real, ao ritmo dos seus próprios tambores.

<Fotografias de Mario Testino e imagens Style.com>

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s