No Gloves On

O pecado da Fast-Food (sem a culpa…)

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(Nota importante: tive o cuidado de publicar este post, depois da hora de almoço para que ninguém me deteste, já…)

Tenho um pecado! – Tenho vários, claro, mas tenho ESTE pecado também – ADORO Fast-food !! Ou num registo mais depreciativo – Junk-food!

Quando faço esta confissão normalmente chovem imediatamente as críticas ou os comentários de algumas pessoas à minha volta que simplesmente (e que não entendo como…) não gostam. Começam:

Top 5 >> ‘Ai, que horror!’,

Top 4 >> ‘Isso faz tão mal!’,

Top 3 >> ‘Sabes que isso engorda?’,

Top 2 >> ‘Sabes o que é que eles põem nessa comida?’,

Top 1 (o meu preferido) >> ‘Como é que consegues gostar disso?’

Em resposta (e defesa) à pergunta do último comentário: Aquela comida é feita para se gostar – daí o quanto também faz mal… – as misturas de molhos, de sabores e de texturas é feita para deixar as pessoas a querer lamber os dedos, o que, provavelmente, revela que sou mais humana do que as pessoas que não conseguem gostar de um (belo) hambúrguer acompanhado por umas batatas fritas (estaladiças) criados com aquela poção mágica que os duendes maléficos do Fast-food (Junk-food) inventaram para nos deixar a salivar. (É hora de almoço, já se nota…?!) Então a minha resposta é normalmente uma pergunta : Como é que vocês NÃO gostam??

E sim, sim, sim! Claro que sei isso tudo!! E por isso mesmo é que é um pecado e não faz parte de nenhuma rotina, nem de uma prática muito comum! E também devo deixar claro – e em defesa de muito boa gente – que o fast-food não tem necessariamente que ser junk-food, pode ser perfeitamente comida (bastante) saudável apenas preparada para ser comida on the go!  Mas – honestamente e no meu caso – quando me refiro a fast-food estou-me a inclinar para os Big Macs, para os Hot-Dogs, para AQUELAS batatas-fritas (estas sim, são o pecado maior e mais difícil de resistir…), etc. É algo a que me “permito” de vez em quando e, está estabelecido entre EU e EU MESMA, que se o pecado bater muito à porta (já que mora ao lado… não resisto à piada fácil!) uma vez por mês é o meu limite máximo.

Se conseguia comer muitas vezes seguidas? Posso imaginar que não, acho que enjoava imediatamente. O pecado sabe bem de vez em quando, porque sabemos que não é para todos os dias (e que não faz bem!) e, sem dúvida, deixaria de ser tão delicioso se se tornasse vulgar. Temos que controlar esse pecado também para que continue a saber bem, não é? E lá se consegue, graças também à culpa ‘MONSTRA’ que nos persegue para todo o lado! Para já não falar que o mal (que não é assim também tão TERRÍVEL…) que a poção mágica da fast-food faz ao comum dos mortais, a esta mortal faz um bocadinho pior  e os pecados (necessários à vida) são ainda mais controlados pela atitude do meu sistema gástrico. Assim, até posso agradecer à culpa que mantém a chama da minha relação com a fast-food bem viva!

Mas, de vez em quando, tenho que lembrar a essa culpa que me tenho portado bem e que posso pecar… Hoje!

<imagem Harper’s Bazaar>

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