No Gloves On


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É Verdade!! Quem Quer Um Beliscão??

Alexander Wang vai colaborar com a H&M!! Sim! Sim! Sim! É mesmo verdade!

Também sustive um pouco o ar quando soube e não me belisquei, mas quase… É que sempre imaginei esta colaboração, é inevitável, é perfeita, mas sempre a imaginei tão longe de acontecer e voilá… Vai acontecer AGORA!  (quer dizer, ainda temos que esperar até 6 de Novembro…)

Foi anunciado este Sábado no Coachella Valley Music and Arts Festival por Alexander Wang e com um video no seu Instagram. O designer vai colaborar com a H&M com uma colecção a ser lançada em 250 lojas por todo o mundo e online para homem e mulher, claro!!

Quem quer o Beliscão…?


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Porque SABE TÃO BEM Usar Franjas…?

Eu sei!! Eu sei!! Pelo menos no meu caso, eu sei!!

Normalmente qualquer pormenor, textura, tecido, ou aplique que grite ‘Boho-Chic’, consegue seduzir-me imediatamente, sem ser preciso pensar muito ou sequer que eu perceba que talvez deveria pensar. Tenho assim um crush muito sério pelo mundo boémio, como um romance proibido ou secreto e até seria de pensar que por me deixar levar tão cegamente por ele, teria cometido muitos erros no que toca a peças de roupa, mas não (não existe nem uma que tenha sido um erro ou uma falha e que tenha ficado esquecido no meu armário).

Claro que então quanto a franjas - estamos a falar das filhas da Boémia - é o mesmo DNA. E quando as vestimos (em muita ou em pouca quantidade, tanto faz) sentimos logo uma sensação deliciosa, um mood de festa, de noite, de movimento… Será que é pelo seu lado ou ligação ao mundo tribal? Será pela dinâmica que elas dão a um vestido ou a uma peça? Será exactamente pelo movimento extremamente lento e sedutor que as franjas criam?

É tudo isso e mais, muito mais!! ADORO ADORO ADORO usar franjas!

Há qualquer coisa de muito sedutor numa peça com franjas e vesti-la ou usá-la – sem parecer a Pocahontas, claro! – que sabe sempreeeee tão bem – como um efeito Red-Bull -, vestir franjas põe-nos imediatamente com vontade de dançar.

… Ou mexer apenas para ver o seu efeito.

<Imagens (de cima) Vogue Italia e (galeria) Style.com>


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Os Bomber Jackets, o Top Gun e A Cena de Vólei

Quem se lembra do Top Gun ?? (pausa para limpar as teias de aranha das memórias da adolescência…) Do que é que se lembram melhor?

Na minha memória ficaram gravadas para sempre, 2 coisas:

1 >> A inesquecível cena de voleibol… (ah pois, não é??)

2 >> Os casacos dos pilotos cheiosssss de pinta e que a actriz principal também usou e mostrou ao mundo (pelo menos às pré-adolescentes dos anos 80, como eu, que não sabiam ainda) que os bomber jackets também podiam ser usados pelas meninas e lhes dar muita pinta também!

Os bomber jackets foram criados para os pilotos da Primeira Guerra Mundial para os proteger da agressividade do tempo e das alturas a que voavam (nos aviões que não tinham ‘casulo’ para os proteger) e continuaram a ser usados tradicionalmente desde então – pelos pilotos e não só – até hoje, e até há uns tempos atrás quando o mundo da Moda os redescobriu.

Têm-se visto por todo o lado, continuam sempre a aparecer, em formato clássico ou estilizado, em todos os materiais, cores e texturas possíveis, mas sempre com o tradicional fecho ziper - ou fecho éclair – na frente e a gola e mangas elásticas e arredondadas… CLASSIC!!

E esta Primavera também continuam por aí com a sua versatilidade que não escapou à mira de uns tantos criadores.

Enfim… Chegaram no início do Século XX e continuam pelo Século XXI, cheios de pinta e para SEMPREEEEE!

E em memória do Top Gun, claro…!

<Imagens (de cima) Imdb.com e (galeria) Style.com>


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As Sandálias Desportivas – Longe da Piscina e a Passear Pela Cidade…

As Sandálias Desportivas saíram do seu habitat natural – do Mundo do Desporto e da Natação – para levaram um tratamento de Alta Costura para esta Primavera, em géneros totalmente distintos e para todos os gostos.

As Sandálias da colecção da Marni, foram as que me entusiasmaram mais pela influência (directa provavelmente…) com as Geta - as sandálias (de plataforma) tradicionais japonesas. Em toda a colecção da Marni (que adorei, btw!!) sente-se uma inspiração muito japonesa, então seria de estranhar que não passasse também para os pézinhos, righttttt?? E a fusão dessa influência com o mundo desportivo…

WOW! Achei demais!

Mas na colecção de Prada, as sandálias desportivas já apareceram de uma forma completamente diferente com uma ligação muito ocidental, numa fusão inspirada nos sapatos de ténis (aqueles que conhecemos bem…) e nas suas solas características, em sandálias rasas, de salto alto, formato mary-janes, decoradas com pedras, muita cor, etc.

Enfim, cada criador deu as suas opções para as Sandálias desta Primavera e o resultado??

São tantas, tantas, tantas opções para criar conjuntos super criativos com peças clássicas, tradicionais, com peças desportivas, ou com básicos minimalistas, ou mesmo arriscando numa grande misturada, numa atitude muito descontraída, porque não?

Assim, de repente, eu arriscava numa saia branca plissada com um top super carregado de texturas, talvez até floral e depois nos pézinhos umas sandálias Marni… Hmmm?

Talvez, não é?

São tantos os géneros que para quem gosta, estas sandálias podem ser toda uma nova forma de andar por aí.

<Imagens (de cima) W Magazine e (galeria) Style.com>


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A Primavera ao Som de Tambores

 

O Tribal, o Nómada ou o Étnico, é sempre uma tendência ou inspiração fascinante e quer seja usado apenas numa peça, ou em várias ou num look total, transporta-nos imediatamente para uma memória muito humana.

Pode ser uma memória real ou imaginária, mas aparece nas colecções através da fusão de grafismos e culturas globais que se pode tornar algo estranhamente familiar… Usamos essa memória em acessórios ou em peças de roupa e de repente estamos num mundo muito nosso onde passeamos ao som de tambores.

A-D-O-R-O esta tendência!

Como fã inveterada dos artigos e documentários da National Geographic desde – sei lá…! – que comecei a folhear livros ou a ver TV, grande parte da minha paixão e interesse pelo mundo da Moda tem a ver com o quanto o Mundo se influência através de tendências ou inspirações que vêm dos 4 cantos do globo.

Numa misturada de grafismos, cores, técnicas, cortes e formatos, são criadas peças que fazem parte da memória do designer e que podemos ter em comum com ele e reconhecer imediatamente (ou não…), ou ainda que nos suscitam uma memória nossa que podemos reconhecer da História do Mundo ou de uma nova história que vemos ser criada à nossa frente e que podemos vestir.

As guerreiras tribais de Alexander McQueen e as princesas nómadas de Valentino, são imediatamente identificadas. Na colecção de Givenchy, as vestes das feiticeiras tribais atiram-nos para um mundo que faz parte de uma memória de contos ou lendas ou mesmo da História Universal, que não consigo mesmo definir a origem e Marc Jacobs mistura vestes de tribos (de origem também não-definida) com o mundo urbano. E talvez ainda as exploradoras naturalistas da colecção da Akris possam ajudar a definir estas origens… Ou não?

Será que é apenas a minha memória ou perspectiva sobre as várias visões que estes criadores nos mostraram?

Talvez… Talvez não sejam assim as histórias que cada um reconhece…

Talvez eu apenas tenha descoberto estas histórias ou memórias na minha cabeça e até os criadores tenham outra visão completamente diferente do que criaram.

E é isso mesmo que é tão fascinante desta tendência, cada um vai ter sempre a sua visão individual no que toca à história ou memória que esta fusão de culturas ou influências globais, nos dá.

E o melhor de tudo é que a podemos vestir e torná-la real, ao ritmo dos seus próprios tambores.

<Fotografias de Mario Testino e imagens Style.com>


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Aquelas Malas Céline…

Não ééééé??

A colecção desta Primavera da Céline foi toda ela um grande alto, cheia de vários (grandes) altos e estas malas foram um deles, no meio de todas as peças e acessórios. Para além dos grafismos cheios de atitude de toda a colecção, as cores primárias e fortes são ‘A’ mensagem bem definida para a Primavera (lembrando muito a mensagem da cor de Mondrian nas suas pinturas).

Phoebe Philo não faz nada por menos e o que dá é sempre muito mais!

Assim que a primeira modelo começa o desfile – Chan Chan! – ganha imediatamente a nossa atenção, mas quando a primeira mala (desta série) aparece… Já ‘tá!! Não há qualquer hipótese de a perder de vista! Dei por mim a seguir a mala em todos os seus movimentos no desfile, quase esquecendo o resto e até desaparecer lá para trás…

As duas cores fortes sempre presentes na mala e a nova dimensão que o aro prateado recortado na própria mala cria, tanto visualmente como na própria postura, cria uma atitude quase ilegal de agarrar a mala, como se se agarrasse uma pequena escultura num museu e a levasse a passear… De génio!

Imagino apenas! Nunca o fiz…

<Imagens Celine.comStyle.com>


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Saindo Aos Meus… Sem querer!

 

Para além da constante descoberta e redescoberta que envolve ir conhecendo uma (mini) pessoa em crescimento, uma das coisas mais divertidas de ser mãe de uma menina -ou no meu caso, de duas (uma ainda bebé) – é ir reconhecendo alguns pormenores da sua vida – da sua forma de expressar, das suas escolhas ou opções, hábitos, etc. – como pormenores que também poderiam fazer parte da minha vida.

É estranho, porque não se tratam de pormenores ou traços físicos ou genéticos que sejam comuns  e explicados através de ciência…

Claro que desde o dia que nasceu que parte da conversa inevitável e recorrente entre a família é a tentativa de  decifrar os traços físicos ou faciais da bebé – agora menina - e associá-la constantemente a todas as pessoas da família, algumas que confesso, gostaria que não fosse associada. É normal cada um ‘puxar a brasa à sua sardinha’ numa demonstração de carinho por esta pequena criatura associando-a imediatamente a si ou aos seus mais queridos.

Se a avó diz que a neta é igual a ela, a tia-avó diz que é igual à outra tia, o bisavô diz que é igual à mãe dele e a tia diz que é igual à sogra… Enfim, no inicio tinha a sua piada, mas ambos temos famílias grandes e passado um tempo, já cansava… Uffffff!!  Fizesse o que fizesse (até coçar o nariz, acho!) teria sempre que ter a ver com alguém e nunca com ela própria. A uma certa altura tivemos que chegar a um acordo e quando alguém nos pergunta, ela é parecida com ela própria e não interessa de quem são os olhos, ou as orelhas ou o dedo mindinho, porque é tudo dela.

Claro que descansámos toda a gente distribuindo 1 gene da sua fantástica e tão disputada sopa genética a cada um, para ficarmos todos felizes.

Confesso que acho alguma graça em ir descobrindo algumas parecenças físicas com alguém (principalmente com o pai) e claro que sabe sempre bem ouvir alguém dizer que a nossa filha está numa fase em que está fisicamente mais parecida connosco, ou aquela expressão, etc., mas as parecenças físicas são apenas sorteadas, dependem muito de fases de crescimento até a criança ou a pessoa chegar ao ponto em que é igual a ela própria e a mais ninguém. Mas no que toca às suas escolhas pessoais ou a sua forma de ver certas situações, a sua perspectiva, ou expressão pessoal, aí é que se torna bem mais interessante e bem mais divertido.

Não pela influência normal e inevitável (penso…), mas ver que são momentos que acontecem porque a minha filha assim o quer, partem dela e revelam uma escolha muito própria e pessoal. E nalguns desses momentos, reconheço essas escolhas ou perspectivas.

Mas será que se pode influenciar a expressão pessoal, sem querer?

Será?

Penso e espero MESMO que não, que não seja uma influência directa e poderá ser uma coincidência, mas a dúvida fica sempre no ar quando a observo a reagir ou a decidir certos pormenores por ela própria ou a ver as coisas de uma certa forma e lembrar-me de as ver também assim…

É delicioso como mãe e muito divertido ver como, volta e meia, eu e a minha menina podemos ter algumas perspectivas ou formas de expressão tão tão tão semelhantes.

 

<Fotografia de David Lachapelle>

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