No Gloves On


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Que Venham os Bolsos E o Outono

Outono…

Ando a arrastar este pensamento, ou esta ideia (ou este facto) há uns dias.

Já chegou e não vale a pena pensar que ainda poderá chegar um daqueles últimos dias de praia em Outubro, porque o último foi mesmo o último. Enfim… Todos os anos a mesma sensação… Claro que, a única contrapartida boa é a roupa. Não é??

E quando se começa a ver a moda das mantinhas ou cobertores que a Burberry lançou para este Outono 2014 por aí, não há como negar o Outono.

Então, vou negá-lo só mais um bocadinho… ‘Tá??

Sim, os bolsos não são uma coisa de Outono e sim, existem desde que alguém precisou de guardar a chave de casa numa peça de roupa, mas adorei alguns dos bolsos que nasceram com as colecções de Outono! Sonia Rykiel, Balmain, Alex  Wang (sei que não somos amigos para o tratar por Alex, mas podíamos ser…) criaram bolsos para guardar as chaves de casa, do carro, o telemóvel, mas também o baton, o creme das mãos e tudo o que nos consigamos lembrar.

Os bolsos estão por todo o lado, em casacos, calças, camisas, saias, malas, sapatos (…??) e cheios de personalidade. Os bolsos são sempre utilitários mas este Outono são um ‘daqueles’ pormenores!

Também com a Burberry Prorsum na colecção Resort se destacaram e pelo que vi há umas semaninhas atrás, desenvolveram-se nas colecções de Primavera 2015 (Ui! A colecção de Marc Jacobs da próxima Primavera…!).

Enfim… É um pormenor cheio de força para todas as peças de roupa e cheio de personalidade!

Bolsos, bolsos e mais bolsos e quanto mais e quanto maiores melhor!

<Imagens Style.com>


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Olha olha, Quem Voltou a Andar Por Aí

‘Tá certo que os botins serão sempre uns preferidos – eu então, admito que são sapatos sempre e desde sempre presentes no meu armário! Nunca ‘não tive’ botins e este Verão nem os consegui largar, por muito que tentasse… O tempo também não ajudou, nunca esteve calor suficiente para os pôr dentro da caixa à espera do Outono.

Mas estes botins – sem fecho e com elástico – estes foram perdendo a força desde (oh, sei lá! que me lembre…) talvez os anos 90!

E ultimamente, aqui andam todos felizes a fazer parte deste ‘ final de Verão’ em todo o lado.

Clássicos… E que ficam tãooooo bem!

<Imagens Ysl.com, Tumblr e Harper’s Bazaar>


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Look Clássico Mas Com Mais Qualquer Coisa

Na colecção de Emanuel Ungaro fiquei gá-gá com a maquilhagem! Daquela maneira que ficamos quando queremos usar ou experimentar aquela make-up perfeita para os desfiles, mas que na vida real, não têm lugar…

Quer dizer… Há sempre lugar, mas normalmente num tom abaixo, mais discreto…

A ideia para a apresentação foi exagerar a make-up clássica dos anos 70, sabem? Muito à Elizabeth Taylor, aquelas pálpebras azuis e boca bem encarnada, que (lá está) na vida real fugimos porque os deuses da maquilhagem nos ensinaram a concentrar mais na boca ou nos olhos, mas nunca nos dois, certo?

Lucia Pieroni, responsável pela maquilhagem no show, usou o azul esfumado (Paint Pot Clearwater da MAC) nas pálpebras em formato de amêndoa e depois uma ligeira camada de pó em azul pálido para tornar a cor mais intensa e muitooooo rimel bem preto e bem carregado nas pestanas. Na boca passeou entre o Retro Matte , Relentlessly Red e Lady Danger da MAC.

Tudo bem carregado e exagerado, mas que até parece (… será?) discreto?? Talvez não, mas parece…

E funciona!  Adorei!

<Imagens Pinterest, Emanuelungaro.com e WWD.com>


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Chanel e a Colecção Primavera 2015… Por onde começar? Como começar?

Respirar fundo… Ok… E agora??

Quem viu o que se passou percebe o quanto uma pessoa pode estar completamente perdida sem saber por onde ou como começar a escrever sobre esta colecção…

Enfim… On y va!

Era uma vez uma rua – ‘Boulevard Chanel’ – totalmente criada para apresentar a colecção da casa Chanel para a Primavera 2015 dentro do Grand Palais (parece-me bem começar assim…).

As modelos aparecem e começam a desfilar a colecção livremente em modo conversa de rua e da forma mais natural possível. Entre tweeds, aguarelas, um toque militar, flores, malhas, pérolas, acessórios – ai! os acessórios… – o espírito Chanel estava uma vez mais presente da cabeça aos pés, principalmente, claro, nos casacos.

Os casacos Chanel – a inovação, a dádiva ou o presente de Coco Chanel às mulheres – ultra-elegantes e perfeitos para acompanhar naturalmente o movimento do corpo feminino. Até se poderia dizer que seriam perfeitos para acompanhar um protesto feminista… Porque não? Quem sabe??

As cores… Que impacto! Que beleza!

Os sapatos… Um bocadinho masculinos e um bocadinho femininos e super-divertidos! Tenho sempre a sensação que Karl Lagerfeld se diverte mais do que qualquer pessoa a desenhar as suas peças. Talvez no chão da sua sala com o som de desenhos animados no fundo, talvez…

Mas havia mais qualquer coisa…

Ah sim! Um protesto feminista mesmo!

Ali vêem as modelos, feministas numa marcha de protesto a descer uma rua imaginada mas que será vista por todo o mundo, num show brilhante e inevitável de Karl Lagerfeld com os seus dois amores que refere, a Moda e o Feminismo (a sua Mãe era uma feminista).

No meio dos placards, slogans e megafones bem altos para captar a atenção – se é que alguém não estivesse a prestar atenção, ainda… – esta finale excede-se com a sua relevância dado às noticias do mundo, do momento ou de outrora, das manifestações e dos protestos sociais.

Tudo ligado ao momento, ali e ao mundo! Brilhante.

 

<Imagens Style.com e Tumblr>


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A Colaboração mais Esperada… Quem estava à espera de outra coisa?

Algumas imagens da Campanha já saíram, o que já deu para alimentar a curiosidade com estes ‘amuse-bouche’ que circulam nas redes sociais. Souberam bem, bem mesmo!

Gostei da colecção e AMEI umas quantas peças e adorei o vibe de todo o design. Uma colecção que transpira a sua génese como eu estava à espera e ansiava que o fizesse – o DNA de Alexander Wang – e a sua definição (ou não-definição) da fronteira entre Streetwear e Sportswear, que foi o que desde sempre o fez tornar-se um designer de peso (para mim, foi de certeza!).

Depois fiquei surpreendida com as reacções nas redes sociais (a maioria de desapontamento…). Não por alguém gostar ou não gostar (que isso não se discute, sem dúvida!) mas por esperarem outra coisa completamente diferente de Alexander Wang.

Estranho… Mas o quê??

Dei por mim a perguntar – feita passada mesmo para o computador em alto e bom som – gestos e tudo: ‘Quem é que estava à espera de outra coisa (completamente diferente)??’

A sério…

 

 

<Imagens Tumblr e W Magazine>

 


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Where the Wild Things Are…

Existe um sitio onde vivem os seres selvagens, os seres encantados e enfim, como o título de um livro muito especial, ‘Where the Wild Things Are’.

Não importa se forem monstros, se forem fadas, se forem duendes ou apenas as pessoas que adoram o design de Dries Van Noten. É aqui que vivem as coisas selvagens…

E Dries Van Noten, uma vez mais tomou Paris com o seu design, através de peças que nos transportam para um sitio imaginário e muito especifico. Misturando tudo e mais alguma coisa como pedaços de várias memórias ou histórias, através de cores, padrões, materiais e texturas completamente diferentes – como se viessem de locais opostos do mundo -, cosendo-as todas numa história só e levando-nos até um sitio especial…

Um sítio – que tal qual como nessa história para a qual sou imediatamente transportada – para onde podemos fugir e viver e ser (não rei, como o Max da história, mas…) rainhas. Onde podemos passear o dia inteiro entre as árvores à procura do mundo alternativo onde somos todos selvagens.

Sempre adorei esta história (e já se começa a aproximar a altura certa de a contar à minha filha mais velha) e aposto – APOSTO! – que este livro faz parte da leitura infantil de Dries Van Noten. Porque tudo nesta colecção – e ainda que possa ser  inconscientemente -, quer seja a dureza selvagem dos conjuntos, a paleta de cores e materiais, até a própria caracterização do espaço com aquele tapete brilhante criado pela artista argentina Alexandra Kehayoglou a recriar o musgo encantado, respira e transpira a necessidade dessa viagem e dessa descoberta de Max até esse sitio ‘Where the Wild Things Are’

Estou mesmo em absoluta adoração por esta colecção!

Tal como o livro (já agora, do autor Maurice Sendak) para esta colecção só tenho mais uma palavra: Brilhante!

<Imagens Firstview.comStyle.com>


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A Colecção de Primavera Que Cheira a Verão

Uma colecção que cheira a Verão, cheira a Mar e a sal no corpo, cheira a bronze e a ‘o que seria viver à beira-mar’, talvez com o namorado a pescar e eu a fazer saias de palha…

Enfim… A velha máxima do ‘amor e uma cabana’.

Como náufragos ou como eremitas extrovertidos acabadinhos de largar a cidade por um modo de vida totalmente selvagem. Seria nesta colecção de Primavera Verão da Missoni, que eu encontraria o guarda-roupa perfeito para este modo de vida, como um cruzamento da ‘Lagoa Azul’ com ‘A Praia’ de Danny Boyle.

Pelo menos foi esse o sonho que tive acordada, enquanto via a colecção. Fui completamente transportada para essa possibilidade. Com as roupas leves, largas, frescas, com flores, cores e materiais deliciosos e a gritar essa utopia romântica de quem vive na praia.

Que bommmmm!

Sabe bem ter esse sonho sempre presente e poder voltar a sonhá-lo sempre que quiser. E agora com guarda-roupa incluído…

<Imagens Wikimedia e Style.com>

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