No Gloves On


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O Vício do Cor-de-Laranja

Ando completamente obcecada com o cor-de-laranja esta Primavera!!

Sempre fui muito fã da cor, transpira uma vitalidade que associo imediatamente ao Verão e à força da Vitamina C (das laranjas… ADORO laranjas…), mas talvez nunca a quis usar tanto como agora.

Já não bastava a vontade de usar a cor na boca ainda apetece mais usá-la no corpo… Apetece usar e abusar e não consigo largar as combinações das peças cor-de-laranja com a ganga velha. Talvez seja a sede de Verão e aquela sensação boa que o calor do cor-de-laranja nos dá.

Para a Primavera o cor-de-laranja apareceu em peças de Alberta Ferretti, Carolina Herrera, na bombástica colecção de Sacai, Gucci, and so on, and so on… Mas foi com os tons das especiarias que andaram em algumas colecções de Pré-Outono que o gosto se tornou vício.

Sabe tão bem usar estes cor-de-laranja, principalmente nesta altura, em que o Sol não aquece completamente. Uma sensação constante daquele calorzinho das especiarias…

Então cá está! O meu vício por agora e não parece que me vá fartar… Ou seja, para o Outono também promete…

Não são fantásticas as cores??

<Imagens (de cima) Vogue e (galeria) Style.com>


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Vê Lá Onde É que Cortas, Oh pahhhh!

Chega uma altura inevitável na vida de um cabelo – acontece a cada 10 anos, 5 ou mesmo 2 anos, dependendo da forma como está cuidado – o corte brutal!

O cabelo está a precisar de mais qualquer coisa e a rotina normal não chega, ou simplesmente queremos aquela boa sensação de mudar o look do cabelo.

Costumo cortar o cabelo 2 vezes por ano, no início do Outono e no início da Primavera, mas não é o corte brutal, é apenas um corte de ‘manutenção’ para dar um boost para as estações frias e quentes. Normalmente para o Inverno vai mais curto e bem direito e para o Verão mais comprido e bem escadeado – porque o meu cabelo é comprido, liso e demasiado grosso (quase juba) para conseguir sempre ter mão nele. Nota: para mim comprido quer dizer, no limite dos limites, um palmo abaixo da linha dos ombros.

Jim Morrison deixou o alerta: ‘Some of the worst mistakes of my life have been haircuts’ e para mim faz sentido dar atenção ao que o homem disse, é melhor abordar a necessidade destes cortes com cuidado e algum medo…

Mas enfim, chegou a hora! Já não sou só eu que sinto, o espelho também já vê!

Então, ‘bora pro cabeleireiro!

E normalmente vai assim:

- Então como é que vai ser? (pergunta-me a cabeleireira enquanto analisa o meu cabelo molhado com os dedos em forma de pinça)

- Está na altura do grande corte… (digo bem confiante ou a tentar mostrar confiança, não sei bem qual)

- Pois… (pausa… sem tirar os olhos do meu cabelo e a boca num trejeito de quem vem com más noticias)

Pronto, lá se foi a confiança!

- Então? (só as minhas pupilas mexem…)

- Eu vou ser honesta – (porquê??) – Convém dar mesmo um bom corte…

- Por onde?? (agora as pupilas já não reajem…)

Se for até à linha dos ombros, siga! Se traçar uma linha pelo pescoço, nada feito!

Já nos conhecemos há algum tempo, e ela sabe que para lá da linha dos ombros – e sem vodka à mistura – para não dizer impossível, digo que é muito muito pouco provável (só 1 vez em 10 anos, e não voltará a acontecer tão cedo…).

- Vamos ver! (e agarra na tesoura, confiante…)

- Mas não me corte para lá dos ombros! (na minha insegurança sinto necessidade de relembrar o acordo)

Ela sorri (misto de sorriso maternal com o olhar Sweeney Todd) enquanto me agarra no cabelo puxando e esticando bem e segurando-o todo num grande rabo de cavalo e…

SUCA! (eu e a cadeira somos um só, as minhas pupilas dilatam-se…) O cabelo cai para a frente e fica 2 dedos abaixo da linha dos ombros…

- Pronto! – diz, orgulhosa, com um troféu de cabelo cortado na mão esquerda – Agora vamos lá tratar deste cabelo! (observo-a ainda com as pupilas dilatadas, ela tirou prazer do que fez…)

Eu sei que o que ela fez, fez bem, já aconteceu antes, e é uma maneira de ‘matar o bicho’ de uma vez por todas em vez de me deixar na agonia de ver o cabelo a ser escortinhado lentamente e que só iria resultar numa cena de observação felina num estudo muito desconfortável de todos os seus movimentos, MAS fico em choque, não consigo tirar os olhos do espelho e a minha cara ficou sem expressão…

Estou algures no meio de uma sensação deliciosa de liberdade e o frio do bloqueio. Olho para a cabeleireira à procura de alguma segurança… É que ela é muito boa no que faz, é uma das melhores e sabe isso, e a sua atitude acaba por me dar confiança quando não me sinto muito segura do processo de corte drástico pelo qual o cabelo tem que passar.

Ela nem olha para mim, precisa de espaço para fazer o que sabe, e isso dá-me a segurança que preciso.

Dá voltas e voltas ao meu cabelo e, finalmente, está satisfeita!

WOW ! Neste momento estou em adoração ao meu cabelo ‘novo’…

- Vê??

Orgulho e vaidade, estão escarrapachados na cara dela, e com razão…

No final de contas, acabou por não ser preciso subir muito o corte, ela achou maneira de conseguir tirar tudo o que tinha que sair sem que subisse a linha dos ombros, num fantástico long bob, bem rente aos ombros pela frente e escortinhado um pouco mais curto lá para trás…

GENIOUS!!

 

<Fotografia de Patrick Demarchelier>


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É Verdade!! Quem Quer Um Beliscão??

Alexander Wang vai colaborar com a H&M!! Sim! Sim! Sim! É mesmo verdade!

Também sustive um pouco o ar quando soube e não me belisquei, mas quase… É que sempre imaginei esta colaboração, é inevitável, é perfeita, mas sempre a imaginei tão longe de acontecer e voilá… Vai acontecer AGORA!  (quer dizer, ainda temos que esperar até 6 de Novembro…)

Foi anunciado este Sábado no Coachella Valley Music and Arts Festival por Alexander Wang e com um video no seu Instagram. O designer vai colaborar com a H&M com uma colecção a ser lançada em 250 lojas por todo o mundo e online para homem e mulher, claro!!

Quem quer o Beliscão…?


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Porque SABE TÃO BEM Usar Franjas…?

Eu sei!! Eu sei!! Pelo menos no meu caso, eu sei!!

Normalmente qualquer pormenor, textura, tecido, ou aplique que grite ‘Boho-Chic’, consegue seduzir-me imediatamente, sem ser preciso pensar muito ou sequer que eu perceba que talvez deveria pensar. Tenho assim um crush muito sério pelo mundo boémio, como um romance proibido ou secreto e até seria de pensar que por me deixar levar tão cegamente por ele, teria cometido muitos erros no que toca a peças de roupa, mas não (não existe nem uma que tenha sido um erro ou uma falha e que tenha ficado esquecido no meu armário).

Claro que então quanto a franjas - estamos a falar das filhas da Boémia - é o mesmo DNA. E quando as vestimos (em muita ou em pouca quantidade, tanto faz) sentimos logo uma sensação deliciosa, um mood de festa, de noite, de movimento… Será que é pelo seu lado ou ligação ao mundo tribal? Será pela dinâmica que elas dão a um vestido ou a uma peça? Será exactamente pelo movimento extremamente lento e sedutor que as franjas criam?

É tudo isso e mais, muito mais!! ADORO ADORO ADORO usar franjas!

Há qualquer coisa de muito sedutor numa peça com franjas e vesti-la ou usá-la – sem parecer a Pocahontas, claro! – que sabe sempreeeee tão bem – como um efeito Red-Bull -, vestir franjas põe-nos imediatamente com vontade de dançar.

… Ou mexer apenas para ver o seu efeito.

<Imagens (de cima) Vogue Italia e (galeria) Style.com>


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Os Bomber Jackets, o Top Gun e A Cena de Vólei

Quem se lembra do Top Gun ?? (pausa para limpar as teias de aranha das memórias da adolescência…) Do que é que se lembram melhor?

Na minha memória ficaram gravadas para sempre, 2 coisas:

1 >> A inesquecível cena de voleibol… (ah pois, não é??)

2 >> Os casacos dos pilotos cheiosssss de pinta e que a actriz principal também usou e mostrou ao mundo (pelo menos às pré-adolescentes dos anos 80, como eu, que não sabiam ainda) que os bomber jackets também podiam ser usados pelas meninas e lhes dar muita pinta também!

Os bomber jackets foram criados para os pilotos da Primeira Guerra Mundial para os proteger da agressividade do tempo e das alturas a que voavam (nos aviões que não tinham ‘casulo’ para os proteger) e continuaram a ser usados tradicionalmente desde então – pelos pilotos e não só – até hoje, e até há uns tempos atrás quando o mundo da Moda os redescobriu.

Têm-se visto por todo o lado, continuam sempre a aparecer, em formato clássico ou estilizado, em todos os materiais, cores e texturas possíveis, mas sempre com o tradicional fecho ziper - ou fecho éclair – na frente e a gola e mangas elásticas e arredondadas… CLASSIC!!

E esta Primavera também continuam por aí com a sua versatilidade que não escapou à mira de uns tantos criadores.

Enfim… Chegaram no início do Século XX e continuam pelo Século XXI, cheios de pinta e para SEMPREEEEE!

E em memória do Top Gun, claro…!

<Imagens (de cima) Imdb.com e (galeria) Style.com>


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As Sandálias Desportivas – Longe da Piscina e a Passear Pela Cidade…

As Sandálias Desportivas saíram do seu habitat natural – do Mundo do Desporto e da Natação – para levaram um tratamento de Alta Costura para esta Primavera, em géneros totalmente distintos e para todos os gostos.

As Sandálias da colecção da Marni, foram as que me entusiasmaram mais pela influência (directa provavelmente…) com as Geta - as sandálias (de plataforma) tradicionais japonesas. Em toda a colecção da Marni (que adorei, btw!!) sente-se uma inspiração muito japonesa, então seria de estranhar que não passasse também para os pézinhos, righttttt?? E a fusão dessa influência com o mundo desportivo…

WOW! Achei demais!

Mas na colecção de Prada, as sandálias desportivas já apareceram de uma forma completamente diferente com uma ligação muito ocidental, numa fusão inspirada nos sapatos de ténis (aqueles que conhecemos bem…) e nas suas solas características, em sandálias rasas, de salto alto, formato mary-janes, decoradas com pedras, muita cor, etc.

Enfim, cada criador deu as suas opções para as Sandálias desta Primavera e o resultado??

São tantas, tantas, tantas opções para criar conjuntos super criativos com peças clássicas, tradicionais, com peças desportivas, ou com básicos minimalistas, ou mesmo arriscando numa grande misturada, numa atitude muito descontraída, porque não?

Assim, de repente, eu arriscava numa saia branca plissada com um top super carregado de texturas, talvez até floral e depois nos pézinhos umas sandálias Marni… Hmmm?

Talvez, não é?

São tantos os géneros que para quem gosta, estas sandálias podem ser toda uma nova forma de andar por aí.

<Imagens (de cima) W Magazine e (galeria) Style.com>


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A Primavera ao Som de Tambores

 

O Tribal, o Nómada ou o Étnico, é sempre uma tendência ou inspiração fascinante e quer seja usado apenas numa peça, ou em várias ou num look total, transporta-nos imediatamente para uma memória muito humana.

Pode ser uma memória real ou imaginária, mas aparece nas colecções através da fusão de grafismos e culturas globais que se pode tornar algo estranhamente familiar… Usamos essa memória em acessórios ou em peças de roupa e de repente estamos num mundo muito nosso onde passeamos ao som de tambores.

A-D-O-R-O esta tendência!

Como fã inveterada dos artigos e documentários da National Geographic desde – sei lá…! – que comecei a folhear livros ou a ver TV, grande parte da minha paixão e interesse pelo mundo da Moda tem a ver com o quanto o Mundo se influência através de tendências ou inspirações que vêm dos 4 cantos do globo.

Numa misturada de grafismos, cores, técnicas, cortes e formatos, são criadas peças que fazem parte da memória do designer e que podemos ter em comum com ele e reconhecer imediatamente (ou não…), ou ainda que nos suscitam uma memória nossa que podemos reconhecer da História do Mundo ou de uma nova história que vemos ser criada à nossa frente e que podemos vestir.

As guerreiras tribais de Alexander McQueen e as princesas nómadas de Valentino, são imediatamente identificadas. Na colecção de Givenchy, as vestes das feiticeiras tribais atiram-nos para um mundo que faz parte de uma memória de contos ou lendas ou mesmo da História Universal, que não consigo mesmo definir a origem e Marc Jacobs mistura vestes de tribos (de origem também não-definida) com o mundo urbano. E talvez ainda as exploradoras naturalistas da colecção da Akris possam ajudar a definir estas origens… Ou não?

Será que é apenas a minha memória ou perspectiva sobre as várias visões que estes criadores nos mostraram?

Talvez… Talvez não sejam assim as histórias que cada um reconhece…

Talvez eu apenas tenha descoberto estas histórias ou memórias na minha cabeça e até os criadores tenham outra visão completamente diferente do que criaram.

E é isso mesmo que é tão fascinante desta tendência, cada um vai ter sempre a sua visão individual no que toca à história ou memória que esta fusão de culturas ou influências globais, nos dá.

E o melhor de tudo é que a podemos vestir e torná-la real, ao ritmo dos seus próprios tambores.

<Fotografias de Mario Testino e imagens Style.com>

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