No Gloves On


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A Colaboração mais Esperada… Quem estava à espera de outra coisa?

Algumas imagens da Campanha já saíram, o que já deu para alimentar a curiosidade com estes ‘amuse-bouche’ que circulam nas redes sociais. Souberam bem, bem mesmo!

Gostei da colecção e AMEI umas quantas peças e adorei o vibe de todo o design. Uma colecção que transpira a sua génese como eu estava à espera e ansiava que o fizesse – o DNA de Alexander Wang – e a sua definição (ou não-definição) da fronteira entre Streetwear e Sportswear, que foi o que desde sempre o fez tornar-se um designer de peso (para mim, foi de certeza!).

Depois fiquei surpreendida com as reacções nas redes sociais (a maioria de desapontamento…). Não por alguém gostar ou não gostar (que isso não se discute, sem dúvida!) mas por esperarem outra coisa completamente diferente de Alexander Wang.

Estranho… Mas o quê??

Dei por mim a perguntar – feita passada mesmo para o computador em alto e bom som – gestos e tudo: ‘Quem é que estava à espera de outra coisa (completamente diferente)??’

A sério…

 

 

<Imagens Tumblr e W Magazine>

 


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Where the Wild Things Are…

Existe um sitio onde vivem os seres selvagens, os seres encantados e enfim, como o título de um livro muito especial, ‘Where the Wild Things Are’.

Não importa se forem monstros, se forem fadas, se forem duendes ou apenas as pessoas que adoram o design de Dries Van Noten. É aqui que vivem as coisas selvagens…

E Dries Van Noten, uma vez mais tomou Paris com o seu design, através de peças que nos transportam para um sitio imaginário e muito especifico. Misturando tudo e mais alguma coisa como pedaços de várias memórias ou histórias, através de cores, padrões, materiais e texturas completamente diferentes – como se viessem de locais opostos do mundo -, cosendo-as todas numa história só e levando-nos até um sitio especial…

Um sítio – que tal qual como nessa história para a qual sou imediatamente transportada – para onde podemos fugir e viver e ser (não rei, como o Max da história, mas…) rainhas. Onde podemos passear o dia inteiro entre as árvores à procura do mundo alternativo onde somos todos selvagens.

Sempre adorei esta história (e já se começa a aproximar a altura certa de a contar à minha filha mais velha) e aposto – APOSTO! – que este livro faz parte da leitura infantil de Dries Van Noten. Porque tudo nesta colecção – e ainda que possa ser  inconscientemente -, quer seja a dureza selvagem dos conjuntos, a paleta de cores e materiais, até a própria caracterização do espaço com aquele tapete brilhante criado pela artista argentina Alexandra Kehayoglou a recriar o musgo encantado, respira e transpira a necessidade dessa viagem e dessa descoberta de Max até esse sitio ‘Where the Wild Things Are’

Estou mesmo em absoluta adoração por esta colecção!

Tal como o livro (já agora, do autor Maurice Sendak) para esta colecção só tenho mais uma palavra: Brilhante!

<Imagens Firstview.comStyle.com>


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A Colecção de Primavera Que Cheira a Verão

Uma colecção que cheira a Verão, cheira a Mar e a sal no corpo, cheira a bronze e a ‘o que seria viver à beira-mar’, talvez com o namorado a pescar e eu a fazer saias de palha…

Enfim… A velha máxima do ‘amor e uma cabana’.

Como náufragos ou como eremitas extrovertidos acabadinhos de largar a cidade por um modo de vida totalmente selvagem. Seria nesta colecção de Primavera Verão da Missoni, que eu encontraria o guarda-roupa perfeito para este modo de vida, como um cruzamento da ‘Lagoa Azul’ com ‘A Praia’ de Danny Boyle.

Pelo menos foi esse o sonho que tive acordada, enquanto via a colecção. Fui completamente transportada para essa possibilidade. Com as roupas leves, largas, frescas, com flores, cores e materiais deliciosos e a gritar essa utopia romântica de quem vive na praia.

Que bommmmm!

Sabe bem ter esse sonho sempre presente e poder voltar a sonhá-lo sempre que quiser. E agora com guarda-roupa incluído…

<Imagens Wikimedia e Style.com>


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Altuzarra, Porque Sim!!

Uma das razões que me faz ADORAR o design de Altuzarra de estação para estação e de ano para ano, é a sua simplicidade. Simplicidade que é tudo menos simples.

Começa sempre com um primeiro olhar sobre algo que parece familiar, um segundo olhar que nos mostra a complexidade do design e um terceiro olhar que praticamente nos bate de volta na cara quando percebemos a intriga de factores que vai no seu design simples (?) – e que faz o ‘familiar’ cair por terra. É que Mr. Altuzarra gosta de brincar com a simplicidade dos materiais e dos tecidos familiares, com cortes que nada têm de familiar.

Quer seja em pormenores bem discretos ou em cortes bem expressivos, uma vez mais esta sua ‘simplicidade’ para a Primavera 2015 deixou-me de queixo caído!

Tudo na colecção nos agarra imediatamente com um aroma familiar em peças frescas, com tecidos aos quadradinhos e com texturas tradicionais mas que, claramente depois de estarem dentro da sua cartola com os seus pózinhos mágicos, se transformam completamente e perdem essa inocência ‘familiar’ para uma história bem mais complexa.

Com cortes muito ‘adultos’ e conjuntos bem fortes, expressivos e muito modernos, todas as peças vibram entre duas dimensões opostas: a luz e a sombra, o tradicional e o moderno, a inocência e o pecado.

E é assim que começo a ver a Primavera de 2015 pela mão (ou visão) de Altuzarra!

… mais uma vez

<Imagens Style.com>


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Atenção! Aguentar Bem a Respiração Porque Vêm Aí os Espartilhos (e Atilhos)

Pois é… Vêm aí os Espartilhos!

E não apenas na forma clássica que os imaginamos… Aquela forma clássica dos espartilhos bem apertadinhos a definir uma cintura semi-natural, e bem atados por uma mãe ou ama com bons bíceps e muito boa vontade ao ponto de só deixar a filha respirar depois de o espartilho já estar bem atado (pelo menos é o que se vê nos filmes…).

Ufffff… Moda a quanto obrigas!!

Para mim, um pesadelo que só posso imaginar e que me faz agradecer o ter nascido no século XX!

Não! Os espartilhos que aparecem são (ao que parecem) bem mais naturais e bem mais simpáticos à forma humana, com formatos naturais e mais suaves na silhueta ou bem arquitectónicos como corpetes e decididamente vão andar por aí no Outono.

Espartilhos clássicos, românticos, sexy a piscar o olho ao fetiche mas, acima de tudo, em nada dolorosos para quem vai querer usar. Yupi!!

E não contentes apenas com a cintura, os espartilhos inspiraram até o calçado, e outros acessórios bem como peças de roupa. Os atilhos aparecem a atar calças e saias, casacos e camisas e (um dos meus atilhos preferidos da estação) a decorar as silhuetas Dior.

Wink wink!

Quem vai nessa??

<Imagens Imdb.com e Style.com>


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Só Apetece GRITARRRRRR… Não é?

Bom dia!

E bom inicio de semana porque a 2ª Feira chegou… E a confusão do costume.

O levantar já é complicado o suficiente porque o sono foi e será sempre pouco, mais o sair de casa, mais o trânsito stressado e depois ainda as buzinas do costume, palavrão que ferve (a nível de palavrão acredito que podia haver mais criatividade), e insultos à mãe de pessoas que não conhecemos e, ainda por cima foram-se as férias a correr e Setembro chegou.

Enfim… Os egos do costume de 2ª feira, voltaram.

Vamos passando e ouvindo as discussões ou ‘hipóteses’ e reparamos que, como um telemóvel que ficou a carregar a noite toda a um carregador de ansiedade e má disposição, as pessoas já vêm bem carregadas de casa, mal-dispostas por qualquer coisa e claramente a precisar de uma boa desculpa para mostrar os dentes. O truque é aproveitar então o erro de alguém no trânsito e o que se  pode considerar uma afronta ao seu ser e atacar numa forma semi-violenta lembrando a racionalidade de um semi-sociopata.

Ou então atingem tal ponto de insanidade que a estrada se torna um corredor especial apenas para ‘mim’, em que apenas ‘eu’ posso passar e ai de quem se atreva a percorrê-la. Enfim, a estrada é de todos mas é só para ‘mim’, certo?

Já me encontrei em todas as situações de trânsito e (confesso…) dos dois lados, do semi-sociopata e da pessoa que dá por si a lidar com a bagagem de um semi-sociopata.

E no meio desta confusão toda que é a 2ªfeira de manhã, em que o truque para não parecer louca é aumentar o volume do rádio e cantar bem alto para disfarçar com algo ‘parecido’ a necessidade de gritar, abrir a porta do escritório é um alivio à congestão mental porque passámos. A paz que reina dentro de um escritório stressado em nada se compara ao que acabámos de passar e de repente a vida ou a sanidade mental começa a voltar devagarinho, principalmente quando encontramos o sorriso das pessoas com quem trabalhamos. De volta à realidade felizmente…

Enfim… Um país de brandos costumes? Talvez, mas não tanto… E muito menos à segunda feira.

BOM DIA!

 

<Imagens Interviewmagazine.com e Vogue>


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A Re-volta do Caqui

E como um bom filho que volta sempre a casa, o Caqui volta e meia dá a cara em mais uma estação!

Desde miúda sempre tive uma pequena (ou gigante…) obcessão com África. A África no seu núcleo mais puro, a África que pertence à terra e aos animais e onde os humanos estão apenas de passagem com poucos territórios onde podem habitar no meio da imensidão de África.

Claro que a realidade é praticamente o inverso do meu sonho e claro que é um sonho, uma utopia, mas ainda assim e já que estou a sonhar mesmo, prefiro África assim.

E claro, se existe algo no mundo da Moda, que nos transporta imediatamente para essa África, é o Caqui. Apareceu com o Exército Indiano (quando sob comando Britânico) e rapidamente se espalhou por outros tantos exércitos e claro, a moda pegou também para os civis. Entrou em África  com as bagagens dos ingleses na sua era colonial e nunca mais voltou a sair.

Espalhou-se pelo mundo e volta sempre  como tendência recorrente no mundo da Moda.

Nestas colecções Resort 2015, o Caqui ou as ‘cores de terra’ aparecem com novas versões das suas peças mais tradicionais.

E claro, sempre que o Caqui faz uma visita às colecções, os meus olhos fixam-se imediatamente nas peças e inevitavelmente fico bloqueada nas minhas peças em caqui durante uma semana (se não for um mês…).

Tenho um vestido, muito ao estilo do vestido Burberry Prorsum (da galeria em baixo), que volta e meia está a ser usado como vestido, mas também como casaco de Verão.

Será este o mês Caqui??

<Imagens Imdb.comStyle.com>

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